Transporte e saneamento são desafios para futuro prefeito de São Gonçalo

Apenas 30 km separam o Centro da cidade do Rio de Janeiro de São Gonçalo, segundo maior colégio eleitoral do estado. Este ano, 665.326 eleitores devem escolher o futuro prefeito, entre sete candidatos na disputa: Adolfo Konder (PDT), Alice Tamborindeguy (PP), Dayse Oliveira (PSTU), Professor Josemar (PSOL), Graça Mattos (PMDB), Mauro Sérgio (PHS) e Neilton Mulim (PR). Em série de reportagem iniciada nesta segunda-feira (3), o RJTV mostra os principais desafios dos próximos prefeitos das cidades da Região Metropolitana. Em São Gonçalo,  transporte e saneamentos são os problemas a serem combatidos.

Segundo o IBGE, 39% das pessoas empregadas trabalham fora do município e a locomoção é um dos maiores transtornos. “Demora muito. A gente leva uma hora no que faria em 10 minutos”, reclama a dona de casa Lia Cerqueira Melo.

“Muitas vezes, quando vem, o ônibus passa direto. Deixa a gente parada aqui no ponto, passa cortando”, conta a cuidadora de idosos Neuza de Jesus.

São Gonçalo já teve trem, no passado. O último passou por lá em agosto de 2007, mas sobraram só os trilhos. Em média, mais de 30% dos gonçalenses perdem mais de 1 hora nos deslocamentos.

Saneamento
Em 2000, pelo menos 66% casas não tinham rede de água e esgoto, em 2010, caiu para 32%. A segunda maior população do estado, quase 1 milhão de habitantes, dos quais 32% não tem saneamento básico, segundo o IBGE.





Segundo especialistas, no entanto, o problema é maior do que o divulgado porque grande parte da tubulação que sai das casas despeja o esgoto em rios e córregos da região.

“Na realidade é divulgado para o IBGE que tem rede de esgoto e o tratamento é muito menor. Porque existe uma quase falta total de saneamento. O que existe é que a galeria de água pluvial não funciona, as bocas de lobo estão entupidas com lixo, com sedimento, e como a região sofre influência da maré, em época de chuva o rio não tem como escoar, então fica uma piscina de esgoto, com lixo… A situação realmente é caótica”, diz Adacto Ottoni, engenheiro sanitarista da Uerj.

Um levantamento feito em 2010 pelo Instituto Trata Brasil, ONG que faz pesquisas de saneamento, indicava que 36% da população do município tinha acesso a rede de esgoto adequada.

Outro problema são as condições das ruas. Apenas 40% delas têm pavimentação, o que gera muita lama em dias de chuva. O deficiente Marco Antonio Pinheiro conta que já teve que voltar para casa ao chegar na aula devido à sujeira. “Pago meu imposto e eles tiram meu direito de ir e vir”, reclama o estudante.

Fonte: G1





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